terça-feira, 16 de novembro de 2010

Você é uma mãe má? eu sou...






Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva as mães e os pais, eu hei de dizer-lhes:

- Eu os amei o suficiênte para ter perguntado aonde iam, com quem iam e a que horas regressariam.
- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
-"Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram do supermencado ou revistas  do jornaleiro e os fazer dizer ao dono: nós pegamos: nós pegamos isto ontem e queremos pagar".
-Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
-Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a resposabilidade de suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
- Mais que tudo eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crecidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva as mães e os pais e quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má, vocês, meus filhos, vão lhes dizer:
- "Sim, nossa mãe era má. era a mãe mais má do mundo..." As outras crianças comia  doces no café da manhã e nós tinhamos que comer cereais, torradas... As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batata frita e sorvete no almoço e nós tinhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
- Ela obrigava comer à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
- Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (ligava para o nosso celular de madrugada e "fuçava" em nossos e-mails). Era quase uma prisão.
- Mamãe tinha de saber quem era nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia em que lhe disséssemos com quem iamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
- Nós tinhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Tinhamos que tirar a louça da mesa , arrumar a bagunça, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite pensando em coisas para nos mandar fazer.
-Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade, e quando éramols adolescentes, ela cosneguia ler nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava nossos amigos tocarem a buzina para que saissemos, eles tinham de bater à porta e subir para ela os conhecer.
-Enqunto todos podiam voltar tarde da noite, com 12 anos, tinhamos de esperar pelos 16 anos para chegar um pouco mais tarde e, aquela chata, levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, perdemos imensas experiências na adolecência: nenhum de nós esteve envolvidos com drogas, em roubos, em atos de vandalismo, em violação de propriedade e nem fomos presos por nenhum crime.
Foi tudo por causa dela!
agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o nosso melhor para sermos "MÃES MÁS", como foi a nossa.
 
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:
NÃO EXISTEM SUFICIENTES "MÃES MÁS!"

Espíritos Evoluídos

Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, nove participantes,
todos com deficiência mental,alinharam-se para a largada da corrida dos
100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade
de dar o melhor de si,terminar a corrida e ganhar.
Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros
oito ouviram o choro.
Diminuíram o passo e olharam para trás. Então viraram e voltaram... 
Todos
 
voltaram…
Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e
disse:
- Pronto, agora vai sarar!
E todos os noves competidores deram os braços e andaram juntos até a
linha de chegada.
O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos...
Talvez os atletas fossem deficientes mentais...
Mas com certeza, não eram deficientes espirituais...

"Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta
vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer,
mesmo que isso signifique ter que diminuir os nossos passos..."

Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de
sucesso...


.....  O SUCESSO É CONSEQÜÊNCIA."


Nunca desvalorize ninguém 
Guarde cada pessoa perto do seu coração 
Porque um dia você pode acordar 
E perceber que você perdeu um diamante 
Enquanto você estava muito ocupado colecionando pedras. 
Deixe Secar

Francielly ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.
No dia seguinte, Priscilla sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Francielly não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.
Priscilla então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.
Francielly não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Francielly ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão.
Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.
Chorando e muito nervosa, Francielly desabafou:
'Está vendo, mamãe, o que a Priscilla fez comigo?
Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Priscilla pedir explicações.
Mas a mãe, com muito carinho ponderou:
'Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? 
Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. 
Você lembra o que a vovó falou? 
Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro.
Depois ficava mais fácil limpar.
Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa.
Deixa a raiva secar primeiro.
Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Francielly não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão.
Logo depois alguém tocou a campainha.
Era Priscilla, toda sem graça, com um embrulho na mão.
Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
'Francielly, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente?
Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. 
Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.
Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você.
Espero que você não fique com raiva de mim.
Não foi minha culpa.'
'Não tem problema, disse Francielly, minha raiva já secou.'
E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.
Nunca tome qualquer atitude com raiva.
A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.
Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta 
diante de uma situação difícil.
Lembre-se sempre:
Deixe a raiva secar. 

domingo, 6 de junho de 2010

Minha Alma Se Deleita nas Escrituras - JULIE B. BECK




Caso ainda não tenham desenvolvido o hábito de estudar as escrituras diariamente, comecem agora e continuem a estudá-las.
Quando eu era recém-casada, pedi a minha sogra, que é uma excelente cozinheira, que me ensinasse a preparar seu delicioso pão-de-minuto. Com um brilho nos olhos ela respondeu que levara 25 anos para aprender a fazer um bom pãozinho! Então acrescentou: “É melhor que comece a fazê-los agora”. Segui seu conselho e agora comemos pães-de-minuto bem gostosos lá em casa.
Mais ou menos nessa época fui convidada a participar de um almoço, com todas as irmãs da Sociedade de Socorro de minha ala que haviam lido o Livro de Mórmon ou um livro com a história da Igreja resumida. Eu não lia as escrituras com consistência, então qualifiquei-me a participar do almoço por ler o livro de história, porque era mais fácil e rápido. Enquanto almoçava, senti com grande intensidade que, embora o livro de história fosse bom, eu deveria ter lido o Livro de Mórmon. O Espírito Santo inspirou-me a mudar meus hábitos de leitura. Naquele mesmo dia, comecei a ler o Livro de Mórmon diariamente e nunca mais parei de lê-lo. Embora não me considere uma perita, adoro ler as escrituras e sou grata por ter adquirido o hábito de lê-las permanentemente. Seria impossível aprender as lições contidas nas escrituras simplesmente lendo-as uma vez ou estudando versículos específicos em uma aula.
Saber preparar pães-de-minuto é uma excelente habilidade doméstica. Demonstro o amor que sinto por minha família ao compartilhar algo que eu criei. Quando estudo as escrituras, o Espírito do Senhor toma conta do meu lar. Ganho um entendimento importante, que então compartilho com a minha família e meu amor por eles aumenta. O Senhor nos disse que “[devemos] dedicar [nosso] tempo ao estudo das escrituras” (D&C 26:1) e que “o Livro de Mórmon e as santas escrituras são dadas (…) para [nossa] instrução”. (D&C 33:16) Toda mulher pode ser uma instrutora de doutrina do evangelho em seu lar e toda irmã da Igreja precisa ter conhecimento do evangelho como líder e como professora. Caso ainda não tenham desenvolvido o hábito de estudar as escrituras diariamente, comecem agora e continuem a estudá-las a fim de estarem preparadas para suas responsabilidades nesta vida e na eternidade.
Minhas tentativas iniciais de fazer pão-de-minuto e de ler as escrituras nem sempre foram bem-sucedidas, mas ficaram mais fáceis com o passar do tempo. Precisei aprender técnicas adequadas e saber utilizar os ingredientes corretos. A chave era praticar continuamente. Uma boa maneira de começar a estudar as escrituras é a de “[aplicá-las]” a nós mesmos. (Ver 1 Néfi 19:23.) Algumas pessoas começam escolhendo no Guia para Estudo das Escrituras, um assunto que precisam aprender. Ou lêem um livro de escritura desde o início e buscam ensinamentos específicos enquanto o fazem.
Por exemplo, quando fui chamada para servir como líder das Moças, comprei um novo jogo de escrituras e, à medida em que lia e marcava tais escrituras, eu procurava coisas que iriam ajudar-me nesse chamado. Às vezes coloco papéis coloridos em minhas escrituras, para acesso rápido a tópicos ou temas que esteja estudando. Tenho marcadores em minhas escrituras para muitos de meus versículos favoritos sobre arrependimento e Expiação, para encontrá-los facilmente enquanto pondero durante o sacramento a cada semana. Normalmente tomo nota do que estiver aprendendo. Algumas vezes deixo essas observações em minhas escrituras e outras vezes anoto em um caderno separado o que estiver aprendendo.
De vez em quando compro outra cópia do Livro de Mórmon. Quando começo a ler o novo livro, faço anotações nas margens para ter um registro do que estou aprendendo enquanto estudo. Para ajudar-me a lembrar do que estou aprendendo, faço linhas que conectam as idéias, marco versículos e sublinho palavras-chave. Quando encontro idéias que têm relação umas com as outras, faço uma lista de escrituras que ligam essas idéias. (Ver Ensino, Não Há Maior Chamado, 1999, pp. 58.) Gosto de pensar em minhas escrituras como sendo livros de exercícios; então, em determinadas ocasiões anoto em que lugar me encontro quando surge alguma idéia ou anoto o nome da pessoa que me ensinou. Dessa forma a experiência permanece viva em minha mente quando releio aquele trecho.
Muitos de vocês estudam outros idiomas. Talvez apreciem ler o Livro de Mórmon em outra língua. Ao lerem as escrituras em outro idioma, vocês aprendem o significado das palavras de uma nova maneira. Algumas pessoas começam a encontrar resposta a suas perguntas. Elas querem saber quem são e o que deveriam fazer a respeito de sua vida. Um amigo meu sugeriu que eu começasse a procurar as perguntas que o Senhor nos faz nas escrituras e ponderar a respeito delas. (Ver John S. Tanner, “Responding to the Lord’s Questions”, Ensign, abril de 2002, p. 26) Desde que descobri muitas perguntas importantes como: “Que desejas tu?” (1 Néfi 11:2) e “O que pensais vós do Cristo?” (Mateus 22:42) Tenho uma lista daquelas perguntas na contracapa das minhas escrituras. Com freqüência escolho uma delas para refletir, nos momentos tranqüilos, porque ponderar ilumina minha mente para que eu “[compreenda] as Escrituras”. (Lucas 24:45) Quando não estou com as escrituras por perto, começo meu estudo revisando os ensinamentos que memorizei. Ao recitar as Regras de Fé ou outros versículos para mim mesma, consigo mantê-los em meu banco de memória.
Seja qual for a maneira como alguém começa a estudar as escrituras, a chave para a revelação de conhecimentos importantes é continuar a estudar. Jamais me canso de descobrir os preciosos tesouros de verdade nas escrituras, porque elas ensinam com “(…) clareza, sim, tão claramente quanto o podem ser as palavras”. (2 Néfi 32:7) As escrituras testificam de Cristo. (Ver João 5:39.) Elas dizem todas as coisas que devemos fazer. (Ver 2 Néfi 32:3.) Elas “podem fazer-[nos sábios] para a salvação”. (II Timóteo 3:15)
Por meio da leitura das escrituras e da oração que acompanha meu estudo, adquiro um conhecimento que me traz paz e ajuda a manter minhas energias voltadas para as prioridades eternas. Por ter começado a ler as escrituras diariamente, aprendi a respeito de meu Pai Celestial, de Seu Filho Jesus Cristo e do que preciso fazer para tornar-me como Eles. Aprendi a respeito do Espírito Santo e de como ser digna de Sua companhia. Aprendi a respeito de minha identidade como filha de Deus. Essencialmente, aprendi quem sou, porque estou aqui na Terra e o que devo fazer a respeito da minha vida.
Quando jovem, o Profeta Joseph Smith tinha uma pergunta que o perturbava. Ele começou a ler as escrituras e encontrou a solução na Bíblia. (Ver Tiago 1:5.) Ele disse: “Jamais uma passagem de escritura penetrou com mais poder no coração de um homem do que essa, naquele momento, no meu”. Ele refletiu “repetidamente sobre ela”. (Joseph Smith—História 1:12) Porque Joseph praticou o que lera nas escrituras, ele aprendeu a respeito do Pai Celestial, de Seu Filho Jesus Cristo, do Espírito Santo e de sua identidade como filho de Deus. Joseph aprendeu quem era, por que estava aqui na Terra e o que precisava fazer nesta vida.
As escrituras são tão importantes que Néfi arriscou sua vida para obter uma cópia delas. Ele queria “ver e ouvir e conhecer”. (1 Néfi 10:17) Ele “[examinou (as escrituras) e viu] que eram de grande valor”. (1 Néfi 5:21). Nas escrituras ele aprendeu a respeito do que “o Senhor havia feito em outras terras entre os povos antigos”. (1 Néfi 19:22). Ele passou a estudá-las e aprendeu a respeito do Pai Celestial, de Seu Filho Jesus Cristo, do Espírito Santo e de sua identidade como filho de Deus. Aprendeu quem era e o que deveria fazer.
Tenho grande confiança nas jovens da Igreja. Através do hábito diário do estudo das escrituras, vocês serão “[levadas] a acreditar nas santas escrituras, sim, nas profecias dos santos profetas que estão escritas”. (Helamã 15:7) Vocês serão mães e líderes que ajudarão a preparar a próxima geração, tendo a compreensão e o testemunho do evangelho. Seus filhos serão homens e mulheres de fé, que continuarão a edificar o reino de Deus na Terra devido ao que vocês lhes ensinam por meio das escrituras.
Caso a leitura das escrituras ainda não seja um hábito para vocês, hoje é um ótimo dia para começar. Na realidade, não levarão 25 anos para aprender a fazer pães-de-minuto deliciosos. Eu só precisei de incentivo para começar. Pãezinhos caseiros trouxeram muito prazer a minha família. Mas a alegria maior veio do hábito, que iniciei há tantos anos, de ler as escrituras diariamente. Alguns dias tenho muito tempo para meditar sobre as escrituras. Outros dias reflito a respeito de uns poucos versículos. Assim como comer e respirar sustêm o meu corpo físico, as escrituras nutrem e dão vida ao meu espírito. Faço minhas as palavras de Néfi: “(…) minha alma se deleita nas escrituras e meu coração nelas medita (…). Eis que minha alma se deleita nas coisas do Senhor; e meu coração medita continuamente nas coisas que vi e ouvi”. (2 Néfi 4:15–16) Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Ele Conhece Vocês pelo Nome- Elaine S. Dalton

Talvez vocês não tenham ouvido o Senhor chamá-las pelo nome, mas Ele conhece cada uma de vocês e conhece o seu nome.
“Foi na manhã de um belo e claro dia, no início da primavera de 1820”, que Joseph Smith, aos quatorze anos de idade, foi ao bosque, ajoelhou-se em oração e “[viu] dois Personagens cujo esplendor e glória desafiam qualquer descrição, pairando no ar, acima [dele]”. Joseph disse: “Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!”1 Podem imaginar como Joseph Smith, com quatorze anos, deve ter-se sentido ao ver Deus o Pai e Seu Filho Jesus Cristo e ouvir o Pai Celestial chamá-lo pelo nome?
Quando visitei o Bosque Sagrado, tentei imaginar como teria sido estar no lugar de Joseph Smith. Naqueles momentos serenos, o Espírito sussurrou para meu coração palpitante que eu estava pisando em solo sagrado e que tudo o que o Profeta Joseph Smith dissera era verdade. Compreendi, então, que somos todos beneficiários da sua fé, coragem e firme desejo de obedecer a Deus. Ele recebeu uma resposta a sua humilde oração. Ele viu o Pai e Seu Filho Amado. Ali no Bosque Sagrado, eu soube que o Pai Celestial não apenas conhecia Joseph Smith pelo nome, mas também conhece cada uma de nós pelo nome. E assim como Joseph Smith tinha um importante papel a desempenhar nesta grande e maravilhosa obra, também temos um papel importante a desempenhar nestes últimos dias.
Vocês sabiam que o Pai Celestial as conhece pessoalmente — pelo nome? As escrituras nos ensinam que isso é verdade. Quando Enos foi até a floresta para orar, ele relatou: “E ouvi uma voz, dizendo: Enos, perdoados são os teus pecados e tu serás abençoado”.2 Moisés não apenas orou mas também conversou com Deus face a face, e Deus disse a Moisés: “E tenho uma obra para ti, Moisés, meu filho”.3 O Senhor sabia o nome de Jacó e mudou esse nome para Israel, de modo que expressasse melhor sua missão na Terra.4 Da mesma forma, mudou o nome de Paulo, Abraão e Sara. Em Doutrina e Convênios, seção 25, Emma Smith recebeu uma bênção de consolo e orientação para sua vida. O Senhor começa essa bênção dizendo: “Escuta a voz do Senhor teu Deus, enquanto me dirijo a ti, Emma Smith, minha filha”.5
Talvez vocês não tenham ouvido o Senhor chamá-las pelo nome, mas Ele conhece cada uma de vocês e conhece o seu nome. O Élder Neal A. Maxwell disse: “Testifico a vocês que Deus os conhece individualmente (...) há muito e muito tempo. (Ver D&C 93:23.) Ele os ama já há muito e muito tempo. Ele não apenas conhece o nome de todas as estrelas (ver Salmos 147:4; Isaías 40:26), mas conhece o seu nome e todas as suas dores e alegrias!”6
Como podemos saber que o Pai Celestial conhece o nosso nome e nossas necessidades? O Élder Robert D. Hales aconselhou: “Voltem-se para as escrituras. Ajoelhem-se em oração. Peçam com fé. Escutem os sussurros do Espírito Santo. (...) Vivam o evangelho com paciência e persistência”.7
Foi isso que Joseph fez. Seu testemunho ajuda-nos a saber que somos conhecidas e amadas por nosso Pai Celestial. Somos verdadeiramente filhas de um Pai Celestial que nos ama.8 O Élder Jeffrey R. Holland disse: “Nenhum de nós é menos amado ou menos querido por Deus do que outros. (...) Ele ama a cada um de nós — com nossas inseguranças, nossas ansiedades e nossa auto-imagem. (...) Ele vibra com todo corredor, alertando-os que a corrida é contra o pecado, não uns contra os outros”.9
Depois que Joseph Smith recebeu esse conhecimento, sua vida não ficou mais fácil. Na verdade, ele sofreu forte pressão dos jovens de sua idade e dos adultos. A história de Joseph Smith estabelece um importante padrão para cada uma de nós. Podemos aplicar seus ensinamentos quando não soubermos o que fazer, quando enfrentarmos a pressão de jovens da nossa idade, quando nos sentirmos cercadas por tentações ou nos sentirmos indignas ou solitárias. Podemos orar! Podemos clamar a Deus em nome de Seu Santo Filho Jesus Cristo e buscar consolo, orientação e direção. Vocês já tiveram um problema e ficaram sem saber o que fazer? Joseph disse: “Minha mente foi levada a sérias reflexões e grande inquietação. (...) Muitas vezes disse a mim mesmo: Que deve ser feito?”10
Como foi que Joseph recebeu consolo e orientação? Ele estudou as escrituras, ponderou suas promessas e então “[resolveu] ‘pedir a Deus’”.11 A resposta que recebeu naquela bela manhã de primavera mudou sua vida e seu rumo. Ele soube. Ele adquiriu um testemunho de Deus e Jesus Cristo, e seu testemunho permitiu que ele vivesse o evangelho com paciência e persistência. Não foi impedido pela pressão de seus companheiros ou pela perseguição, pois, como dizem suas próprias palavras: “eu tivera uma visão; eu sabia-o e sabia que Deus o sabia e não podia negá-la”.12 Ele pôde permanecer firme por causa do testemunho que tinha. E vocês podem fazer o mesmo.
Se vocês já se sentiram pressionadas por outros jovens de sua idade, orem, peçam com fé e escutem aos sussurros do Espírito Santo. Depois disso, vivam o evangelho. Joseph teve uma percepção muito forte de suas imperfeições e fraquezas. Novamente, ele orou. Em resposta a sua oração, foi visitado pelo anjo Morôni. Joseph contou: “Chamou-me pelo nome e disse-me (...) que Deus tinha uma obra a ser executada por mim”.13
Se orarmos, o Senhor nos guiará e nos preparará para cumprirmos nosso papel. Em certo verão, quando viajávamos pela Europa com o grupo de danças folclóricas internacionais da BYU, aprendi uma importante lição. Eu estava doente e fiquei desanimada. Queria desistir e voltar para casa. Estávamos na Escócia para apresentarmos nosso espetáculo para membros, pesquisadores e missionários. Fomos até a casa da missão para fazer uma oração. Quando entramos, vi uma pedra no jardim em frente à casa. Naquela pedra estava gravada esta inscrição: “Seja você quem for, desempenhe bem a sua parte”. Essa mensagem foi como um choque elétrico em meu coração. Senti que aquela pedra estava falando para mim. A mensagem mudou-me. Soube naquele momento que eu tinha um papel importante a desempenhar, não apenas naquela turnê com o grupo de danças, mas durante toda a minha vida, e que era muito importante que eu “desempenhasse bem” a minha parte.14
O que o Senhor espera que façamos? Ele espera que desempenhemos nosso papel nas cenas finais que precedem Sua vinda. Espera que nos provemos dignas de voltar a viver com Ele. Espera que nos tornemos semelhantes a Ele. Sigam o exemplo de Joseph. Gosto muito da letra do hino que o coro acabou de cantar: “Ele sabe que o Eterno guiará os passos seus”.15 Isso mostra que Joseph era inabalável em propósito e tinha coragem e determinação. Joseph descreveu-se como um “perturbador” do reino do adversário. Ele disse: “Parece que o adversário sabia (...) que eu estava destinado a ser um perturbador e um importunador de seu reino”.16 Escrevi na margem de minhas escrituras: “seja uma perturbadora!” Confiem nos cuidados de seu Pai Celestial.
Cada uma de nós desempenhará um papel importante se seguirmos o exemplo dado por Joseph Smith. O Senhor fortaleceu Joseph Smith para a missão divina dele. E fortalecerá vocês para a sua. Pode ser que Ele até envie Seus santos anjos para instruí-las. Agora, o desafio é este: Será que vocês estarão em um lugar em que os anjos possam entrar? Estarão suficientemente serenas para escutar? Serão corajosas e confiantes?
Estamos vivendo em uma época em que a plenitude do evangelho foi restaurada na Terra por intermédio do profeta do Senhor, Joseph Smith. Estamos vivendo em uma época em que temos o Livro de Mórmon para guiar-nos. Estamos vivendo em uma época em que temos um profeta vivo, o poder do sacerdócio na Terra e o poder selador para unir as famílias para a eternidade nos templos sagrados. Estes são, verdadeiramente, dias “inolvidáveis”!17
É minha oração que sejamos firmes em nossa fé, que sigamos o padrão estabelecido por Joseph Smith para adquirirmos um testemunho. Também oro para que cada uma de nós represente dignamente o Salvador ao tomar sobre si o nome do Dele. Ele prometeu: “Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face (...) assim também há de estar (...) o vosso nome”.18
Meu testemunho do evangelho restaurado de Jesus Cristo tem sido um guia e uma âncora em minha vida. Sinto-me grata por estar hoje aqui diante de vocês e poder dizer com toda a energia de meu coração: “Graças damos, ó Deus, por um profeta”.19 Sinto-me muito grata pela integridade de um rapaz de quatorze anos que orou pedindo resposta a sua dúvida e depois permaneceu fiel ao conhecimento que recebeu.
Cada uma de vocês tem um papel a desempenhar nesta grande e maravilhosa obra. O Salvador irá ajudá-las. Ele as conduzirá pela mão.20 Ele as conhece pelo nome. Presto testemunho disso, no sagrado nome de Jesus Cristo. Amém.